Sobre mim – Electric Boogaloo

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Antes tarde do que nunca. Olá, meu nome é Rodrigo.

Sou, antes de tudo, um cristão. Não é querendo forçar a barra, mas ser cristão me define em mais aspectos do que eu posso explicar aqui.

Sou de humanas, mas não faço miçanga. Amo arte: música, filmes, jogos, quadrinhos. Gosto de ler, mas sempre devagar; não consigo devorar os livros, prefiro remoê-los. Toco e canto na igreja que frequento. Sempre gostei de estudar a Bíblia, assim como sempre gostei de estudar deuses e mitologias em geral. Também me dou bem com filosofia, sociologia, história e geografia.

Sempre gostei de idiomas e linguística. Falo português (dã), inglês (bem, acho), espanhol (pero no mucho) e francês (comme si, comme ça) o suficiente pra não morrer de fome.

Tenho um monte de gadgets baratos, mas não sou exatamente um geek. Acho que sei me virar com computadores bem o suficiente.

Este é mais ou menos a minha inclinação política (segundo o Political Compass):

Eu acho difícil de acreditar que eu seja de esquerda. Em geral, mantenho distância da militância de esquerda, chata pra caramba, sonhática e inconsequente demais, do tipo que acha que economia se faz com unicórnios. Porém o fato de eu ser cristão me aproxima do social, e não me deixa fechar os olhos para a desigualdade. É uma explicação que me agrada.

Acho que esse sou eu buscando um ponto de equilíbrio. Um coração meio idealista e uma mente meio cética. Enfim, este sou eu.

Meine Meinung – Músicas de Jogos

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Antes que eu algum dia me esqueça do que é beleza de verdade, vale a pena postar isto aqui. Corridors of Time, de Chrono Trigger, lindamente interpretado pelos músicos do Meine Meinung.

 Também há trabalhos maravilhosos com outras músicas de Chrono Trigger e vários Final Fantasies (e Dragon Quests, os quais eu não conheço muito bem). Pena que não tenha nenhuma de Final Fantasy VI, que é (e para sempre será, muito provavelmente) meu preferido.

Este aqui é um outro vídeo que traz boas memórias:

As Crônicas de Fogo e Gelo e O Guia do Mochileiro das Galáxias

Apesar do título, os dois não têm nada em comum. Exceto o fato de eu estar lendo As Crônicas de Fogo e Gelo e O Guia do Mochileiro das Galáxias atualmente (estou no quarto livro das duas séries). Talvez seja uma ideia ruim ler duas séries de livros ao mesmo tempo, mas acho bastante difícil confundir ficção cientifica espacial cômica com fantasia épica de guerra entre famílias, então não acho que eu tenha muito a perder com isso.

Não devia dizer muita coisa sobre as séries antes de terminar, mas vá lá.

O que eu tenho a dizer sobre Douglas Adams é que o cara é engraçado. Algumas coisas eu não capto, talvez por eu não ser inglês, mas que ele é genialmente engraçado, ele é. É curioso ver como poucas coisas do que ele diz são dispensáveis no fim, apesar de ele falar um monte de coisas desconexas e absolutamente prepósteras. No fim, ele as liga em uma imagem mais bizonha e excêntrica do que o imaginado. Não sou muito chegado aos ataques dele a religião ou a espiritualidade (que são poucos, mas, como cristão, eu não tenho como não me sentir um pouco ofendido quando ele fala de Deus de uma maneira depreciativa), mas, fora isso, não tenho nada ou quase nada de objeção contra as série, que permanece excelente mesmo para os padrões de hoje. Foi um livro que envelheceu bem, acho, embora não seja tão velho assim.

O que eu tenho a dizer sobre George K. K. Martin é que eu jamais entenderei as comparações com J. R. R. Tolkien. Os dois livros são do gênero alta fantasia, suponho que  se possa dizer que sim; os dois livros têm uma construção de um mundo fictício bastante imponente, disso não há dúvida. Mas o modo que o mundo é construído nos dois livros é inteiramente diferente. As Crônicas são mais psicológicas, e muitas das suas muitíssimas páginas (isso é uma crítica: o livro, depois de um tempo, fica bastante arrastado) são de análise psicológica. O Legendarium de Tolkien (o que inclui tudo o que concerne à Terra-Média e Eä) é muito mais focado na história e cultura, e menos nas personagens. De plano, posso dizer que prefiro Tolkien, em toda a sua glória linguística e etimológica, histórica e cultural. Mas seus personagens raramente são profundos, nunca tiveram essa pretensão — sim, as Crônicas são muito superiores nesse sentido, não há como negar. Pessoalmente, eu acho a comparar de Tolkien e Martin tão disparatado quanto comparar Tyrion Lannister com Aragorn. São mundos diferentes, escopos diferentes e abordagens diferentes.

É isso, por enquanto. Quando eu terminar e tiver a imagem completa das séries, talvez eu tenha mais a dizer.

The Legend of Zelda: Majora’s Mask

Por algum motivo, me deu vontade de jogar Majora’s Mask. Aliás, esse motivo tem nome: Fierce Deity Mask. Desde muito tempo eu queria ver e testá-la, mas como eu nunca tinha coletado todas as máscaras do jogo, nunca vi a máscara suprema… então abri um detonadousei um velho save point que eu tinha na metade do jogo, e mandei ver.

Foi engraçado. Com a tal máscara, quando chega a hora de enfrentar o último mestre, parece que você é o vilão superpoderoso, e Majora é o mocinho da história, fraco e quase sem chances de vencer. A última batalha fica fácil. Realmente fácil. Enfim, eu fiz o que eu queria fazer, completei o meu objetivo, etc. E, jogando o jogo, acabei relembrando o motivo pelo qual eu sou apaixonado por ele.

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(Aliás, a imagem do blog lá em cima, agora, é de Majora’s Mask, e aquela é a lua que causará o tal apocalipse iminente sobre Termina.)

É incrível ver como a jogabilidade e a história do jogo ainda parecem únicas, mesmo numa época onde quase tudo parece estar sendo repetido e reutilizado em matéria de videogames. Um mundo em sandbox não é novidade. Mundos sandbox são a marca registrada dos jogos Zelda, o seu legado para os aficionados; mas hoje em dia eles não têm nada mais de único, embora seja ainda aconchegantemente familiar jogar um novo Zelda e ver uma velha sandbox com elementos novos. Não é bem assim com Majora’s Mask. Majora’s Mask não tem muito de familiar. Tem muito de pressa e de pressão, de urgência e de perigo, de bizarro e de exorbitante, mas quase nada de conforto ou familiaridade.

Bem e mal, morte e vida, amizade e solidão, dor e alegria, tudo isso em uma metáfora espiritual retorcida, baseada em Ocarina of Time — outro ótimo jogo, mas muito mais comportado do que o seu sucessor. E tem uma beleza e profundidade que é difícil de expressar em palavras, e difícil de imaginar em um jogo Zelda. No entanto, eu conheço um texto de alguém que consegue resumir, embora num ponto de vista próprio (do qual eu discordo em certos pontos), de uma maneira sublime.

http://www.damnlag.com/power-of-majora-mask/

Pena que esteja em inglês, mas, se for possível, vale a pena ler. =D

StarCraft II – Heart of the Swarm, Parte II

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Para quem não sabe do que se trata, essa é uma explicação gloriosa do que é o 3/3 Air.

Vale a pena conferir o que o tal Temp0 faz, se você gosta de StarCraft. Acho que ele é o músico que eu mais gosto (se bem que tem poucos… Nerd Alert, Viva la Dirt League, e não me lembro de mais ninguém). E vale a pena conferir Heart of the Swarm, e ver como o metagame mudou. À primeira vista, pode parecer que pouca coisa mudou, com apenas seis unidades novas no jogo (três para os Protoss, duas para os Zerg, e uma para os Terranos… ou duas, se você considerar o Hellbat uma nova unidade), mas a coisa vai muito além disso. Em primeiro lugar, porque muitas das velhas unidades foram mudadas (Void Rays, Carriers, Mutalisks, Infestors, Ultralisks, Thors, Siege Tanks, Hellions, Ravens, Reapers, e talvez eu esteja esquecendo mais alguns); em segundo lugar, porque algumas das estruturas foram mudadas (houve mudanças para o Santuário das Trevas e para a Colônia de Esporos, mas deve ter havido mais); em terceiro lugar, porque, com a introdução de novos elementos, o valor dos velhos elementos muda, a as interações são inteiramente novas.

(Ah, acho que são necessárias algumas explicações. Vamos ver.)

(“3-3 Air” ou “3-3 Skytoss” é a composição Protoss de unidades aéreas com 3 aprimoramentos de ataque e três aprimoramentos de defesa… e que é extremamente poderosa nos estágios finais do jogo.)

(As Carriers, ou Transportadoras, continuam no jogo. Ao contrário do que eu disse meses atrás e, graças a pressão popular, ao contrário do que a Blizzard desejava inicialmente, eles ficaram.)

(Uma última nota, a propósito: o vídeo é uma paródia da cançao “Be Prepared”, de O Rei Leão.)